segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A presença imperceptível de Deus

“Quando Jacó acordou do sono, disse: ‘Sem dúvida o SENHOR está neste lugar, mas eu não sabia!’” Gênesis 26.16.

Naquele quarto de morte, em sua oração pedia pelo conforto de Deus...




Talvez aquela tenha sido a pior noite que já vivi. Minha mãe agonizava no Hospital do Câncer. Seus órgãos vitais já haviam desistido de lutar contra as células que se multiplicavam desordenadamente por todo o organismo. Ela jazia em coma; seu coração batia mais por teimosia. Minha mãe era uma guerreira e eu sabia que seu corpo acostumado à batalha não desistiria facilmente. Quando a madrugada esfria e os barulhos da noite silenciam, a presença sinistra da morte se evidencia com mais nitidez.

Ela veio em forma de uma hemorragia gástrica. Sua fúria fez minha mãe sentar no leito do hospital. A dor era mais forte que o próprio coma. Eu e meu irmão Renato Jorge segurávamos a mulher que nos amamentou e, desesperados, não sabíamos o que fazer. Chamamos o médico de plantão, pedimos um remédio forte, fortíssimo, que debelasse aquela dor atroz. Ele temeu que um calmante deprimisse o sistema respiratório e matasse a paciente; receitou apenas um paliativo fraco. Assim, ouvíamos, impotentes, a mamãe urrar com uma dor que parecia ressoar das cavernas misteriosas por onde passeiam os pacientes semimortos. Os minutos se arrastavam e as horas não chegavam.

De repente, o telefone tocou. Atendi meio esperançoso que fosse uma ajuda médica. Entretanto, a pessoa do outro lado perguntou se aquele era o apartamento 712. Respondi que sim. Pediu que eu chamasse pela senhora Marília. Disse que ali não havia ninguém com esse nome. “Glícia Maria é a minha mãe que está neste apartamento”, afirmei meio apressado. A pessoa pediu mil perdões pelo inconveniente de um telefonema errado naquela hora. Mas antes de desligar, afirmou que era cristã e emendou: “Acho que não liguei por acaso. Você se incomodaria se eu orasse por sua mãe?”, perguntou-me amorosamente.

Aceitei que ela orasse e por cinco minutos aquela moça orou pedindo a Deus pela presença do Espírito Santo naquele quarto de morte. Em sua oração pedia pelo conforto que vem de Deus.

Quando terminou de orar, com meus olhos mergulhados em lágrimas, com meu coração rasgado de dor, percebi que aquele telefonema realmente não fora um erro. O quarto enchera-se com a glória de Deus. O silêncio da madrugada, quebrado apenas com o fôlego dolorido de minha querida mãe, já não era lúgubre. Deus nos visitava! Ele demonstrava sua presença.

Muitas vezes, não percebemos, mas Ele entra nos porões de nossa vida. No desespero da dor e na angústia de uma circunstância, é possível perdermos a percepção das visitas de Deus. Contudo, por mais escura que seja a noite, o seu amor criará sempre réstias brilhantes para iluminar a nossa alma. Por mais sofrida que seja a nossa experiência, haverá nesgas da sua fidelidade a nos mostrar que não estamos sós.

Hoje posso testemunhar que um telefonema anônimo revelou-me que nunca estamos sós. Ele prometeu e cumpre a promessa de caminhar ao nosso lado todos os dias até o fim da história.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A importancia da oração (original)

Oração a fonte de poder do cristão


 

"Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder, orando em todo o tempo com toda oração e súplica" (Ef. 6:10, 18)

A falta de oração tem sido a razão do fracasso de muitos que se envolvem com o reino de Deus, confiando nas suas experiências e em seus conhecimentos, esquecendo-se que o diabo rir de nossas estratégias, zomba da nossa sabedoria mas treme quando oramos. A vida sem oração é realmente uma vida sem poder.
Uma breve leitura da sagrada escritura é suficiente para concluirmos que a falta de oração é um desastre, observamos isso através de alguns exemplos descritos na palavra de Deus; o caso de Saul no velho testamento e Judas no novo, esses não tinham a prática de orar e tiveram um fim fracassado. O verdadeiro Cristão sabe que orar é estender toda a sua incapacidade e a de outros em nome do Senhor Jesus Cristo, perante os olhos do Deus todo poderoso, que tudo sabe, tudo pode e responde, conforme o profeta descreve: "Clama a mim, e responderte-ei, e anunciarte-ei coisas grandes e firmes que não sabes" (Jr. 33:3). Muito mais que um vasto mar sem limites, assim é a infinita vontade que Deus tem de responder aos mais fracos sussurro, do mais frágil Cristão, uma vez que proceda de um coração contrito, quebrantado e purificado. Está aí o porque do salmista nos convidar a confiar nele em todos os tempos "Confiai nele ó povo , em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio" (Sl. 62:8).
Daniel era um homem confiante no Senhor, não desperdissava seu tempo, preferia passar uma noite com os leões do que um dia sem oração. Muitos acreditam no poder da oração e gostam de ouvir falar nele, mas poucos de fato oram. Já é tempo de despertarmos do sono, pois a ora é chegada, os tempos são difíceis em todos os sentidos da vida, mas apesar de tudo graças a Deus ainda existe aqueles que verdadeiramente conhecem e fazem uso da oração como a principal fonte de poder, e assim podem dizer: "Em tempos de cuidado e dor, refúgio tenho em meu Senhor; vencendo o ardíu e a tentação, bendigo a hora de oração."
Amados, os homens podem até desprezarem os nossos apelos, rejeitarem as nossas mensagens, opor-se aos nossos argumentos, fazerem pouco caso da nossa pessoa, mas eles não tem defesas contra as nossas orações. Que Deus nos ajude para que tenhamos uma vida de oração. No amor de Cristo.

A fé pode remover montanhas

"Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco" (Mc 11.22-24).

Deus não Rejeita a Quem O Invoca

No Salmo 50.15 lemos a maravilhosa promessa de Deus: "...invoca-me no dia da angústia: eu te livrarei, e tu me glorificarás."
Em uma fábrica de tecidos, onde funcionavam teares muito complicados, havia uma placa que dizia: "Se os fios se emaranharem, chame o supervisor". Recentemente aconteceu o seguinte: os fios do tear de uma operária muito dedicada e hábil se enrolaram. Imediatamente ela tentou desenredá-los, mas seus esforços somente tornavam maior a confusão. Finalmente, cansada e mal humorada, ela pediu ajuda ao supervisor.
"Você mesma já tentou separar os fios?", perguntou ele. – "Sim". – "Por que você não me chamou, conforme a norma?" – "Fiz o melhor que pude", respondeu ela. – "Lembre-se, ‘o melhor' em tal caso é me chamar!"
Quantas pessoas neste mundo se assemelham a essa mulher! Elas são honestas, corajosas e trabalhadoras. Elas enfrentam a vida com determinação. Gostaríamos de resolver tudo sozinhos, dar conta dos problemas, pois não nos agrada pedir ajuda aos outros. Esforçamo-nos para encontrar a própria solução. Mas, todos os esforços são em vão. No final, ficamos totalmente desanimados.
Muitas vezes, as circunstâncias acabam se tornando tão difíceis que não conseguimos mais nos desvencilhar sozinhos dos problemas. Quantas vezes um médico já teve de dizer a um paciente: "Mas, porque você não veio antes?"
Quando alguém se encontra em tal situação, a única solução é ir ao Senhor Jesus e invocá-lO. Ele é a resposta a todos os nossos problemas e às muitas confusões provocadas pelo pecado. Sem Ele não podemos fazer nada – nem para nós mesmos, nem para outros. Jesus Cristo diz: "...o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora" (Jo 6.37).

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Use as armas que Deus colocou em suas mãos!


 


A oração, por exemplo, é uma arma poderosa e indispensável nas batalhas espirituais. Ore, portanto, para que a realidade do céu invada a terra e proclame com ousadia que é chegado o reino de Deus. A guerra não acabou! Ouça a voz do Espírito dizendo: “Preparai a guerra, suscitai os fortes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra” (Jl 3.9). À medida que o tempo passa, a iniqüidade na terra se multiplica e a guerra espiritual se torna mais intensa. Este confronto entre os reinos se reflete em nossas vidas, contudo não lutamos contra carne ou sangue, mas contra principados, potestades e espíritos manipuladores. Se possível, eles tentarão dominar lugares, pessoas e circunstâncias com os seus enganos, pecados e maldições. Por isso, ore em todo tempo no espírito e seja perseverante na comunhão com Deus e com os irmãos. Ligados à Videira temos cobertura e proteção! Mantenha uma atitude mental correta e vigie em todo tempo. Busque primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.33). Se você deseja ver a vontade de Deus estabelecida em sua vida, família e sobre toda a face da terra, ore como Jesus ensinou: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.9,10). O salmista disse que “os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a ele aos filhos dos homens” (Sl 115.16). Embora o diabo tenha usurpado por um tempo deste domínio, Cristo resgatou a autoridade perdida e nos entregou as chaves do reino dos céus. Sendo assim, o que ligarmos na terra será ligado nos céus e o que desligarmos na terra será desligado nos céus (Mt 16.19). Você tem as chaves que abrem todas as portas. Ore!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A oração de Abraão

“Os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do

firmamento, e o que a muitos conduzem à justiça, como as

estrelas, sempre e eternamente.” (Dn 12.3.)




              A bíblia nos mostra, em flashes rápidos, a vida de Abrão e a revelação de Deus se desenrolando de maneira progressiva e constante. Em Gn 12.1-3, o Senhor disse ao patriarca: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei [...]” Aqui, percebemos que já havia certa intimidade entre Abrão e o Deus Criador. Também estava sendo estabelecida uma aliança entre ambos. Deus lhe falou a respeito de atitudes de obediência por fé e lhe fez promessas de bênçãos tremendas. Abrão seria um canal de benção para a humanidade. Ele somente precisava entender o seu chamado. É sempre assim. Deus se encontra com o homem, convida-o a segui-lo em obediência e lhe promete abençoar.  Como é maravilhoso ouvir sua voz e seguir as suas orientações, pois tudo o que Ele fala e faz é sempre muito bom. Abrão era um homem de oração. Ele levantava altares ao Senhor por onde passava. Em cada etapa de sua vida, a história de sua comunhão e crescimento no conhecimento de Deus era marcada por um memorial de adoração: um altar simples, feito com pedras toscas, porém com grande significado espiritual. Depois de sair de Harã, deixando seus familiares para trás e chegando junto ao carvalho de Moré, Siquém, novamente lhe apareceu o Senhor, e lhe falou, confirmando suas promessas. E, então, Abrão levantou um altar em Betel, invocando ali o nome do Senhor (Gn 12.8). Algum tempo depois, houve fome em Canaã e Abrão desceu ao Egito. Ele mentiu para Faraó a respeito de Sarai, sua esposa, dizendo que era sua irmã, Poe medo de ser morto pelos egípcios. O preço
Que pagou foi grande. Ficou sem a esposa e pensou no que lhe poderia suceder. Isto trouxe-lhe angústia e dor, e, naturalmente o levou a orar. Então Deus puniu Faraó com enfermidades, Poe causa de Sarai, e este lha devolveu ao marido. Abrão e Sarai foram escoltados até a fronteira e regressaram a Betel, onde o Senhor lhe aparecera. Ali, um altar de adoração foi levantado... Abrão era um adorador e buscava a face do Senhor constantemente. Seu sobrinho Ló , que esteve em sua companhia desde Harã, se separou do tio e armou suas tendas até Sodoma, vindo, em pouco tempo, morar dentro da cidade perversa. Ao separar-se de Ló, Abraão foi para a região desértica de Canaã, e, ali, levantou outro altar ao Senhor, junto aos carvalhais de Manre, onde o Senhor fez aliança com ele. Deus prometeu-lhe um filho, falou que sua posteridade ficaria no Egito por quatrocentos anos e que retornaria a Canaã. Nesta ocasião, o seu nome e o de sua esposa foram mudados por Deus para Abraão e Sara. Chegando aos noventa e nove anos, depois de ter tido Ismael com a escrava egípcia de Sara, o Senhor veio encontrar-se com ele e falou-lhe a respeito do nascimento de Isaque e do que estava para realizar: Deus iria destruir Sodoma e Gomorra por causa de seus pecados. Por causa da soberba, da injustiça social e da imoralidade de sua sociedade.




                      Na verdade, o que Deus queria é que Abraão intercedesse...



      E, assim, conforme o seu pedido se houvesse apenas dez justos nas cidades, Deus não destruiria, por amor aos dez. Abraão creu que as cidades seriam poupadas, pois, por suas contas, a família de Ló contava com dez justos. Estes seriam: Ló, seu mordomo de confiança, sua esposa e sua serva, e os dois genros de Ló...  Entretanto, somente Ló conhecia e servia ao Deus de Abraão. E as cidades foram destruídas. Enquanto o fogo caía dos céus, a esposa de Ló olhou para trás, para o que deixou em Sodoma e tornou-se uma estátua de sal. A atitude dessa mulher é um sinal de alerta quanto ao coração nas coisas deste mundo... Deus nos mostra que Ele mesmo é quem nos leva a orar, a interceder pelas pessoas, pelas cidades, pelas nações, buscando a misericórdia em meio ao juízo decretado. Abraão é um exemplo de intercessor. Um exemplo de fé, de abnegação, de entrega, de obediência e de guerreiro da intercessão. Um adorador que ama Deus e que teve prazer em recebê-lo em sua casa, em servi-lo de coração. Ele foi chamado por Deus para ser um abençoador de famílias e de nações. Lutou contra os inimigos para resgatar o seu sobrinho.
        Nós também precisamos lutar: orar, jejuar, guerrear, para resgatar nossos familiares, por mais fracos que eles sejam na fé. Hoje, nós também temos os mesmos desafios diante de nossa geração. A destruição da terra se aproxima. O dia do Senhor está próximo. É necessário interceder pelos que não conhecem a verdade, para que sejam salvos. Pelos salvos, para que se mantenham limpos e em santidade, aguardando a vinda de Jesus. Portanto, ore querido irmão. Nossa oração tem um valor incalculável no mundo espiritual. Através de sua intercessão, cidades podem ser salvas. Pessoas podem ser libertas. Livramentos podem acontecer. Que a luz da glória do Senhor brilhe em seu rosto e o Espírito Santo leve a salvação a outros, através de sua intercessão!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Espere em Deus


 
Há muito tempo tenho levantado a “bandeira” da espera em Deus, pois tenho vivido esse tempo em minha vida. Um dia o Senhor tocou em meu coração para compartilhar desse assunto, e assim tenho feito e obedecido. Realmente não é nada fácil esse tempo, mas creio que no final sempre vale a pena.
A espera está ligada à fé, só conseguiremos esperar no Senhor se tivermos fé para aguardar o tempo do Seu agir. “E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança”. (salmo 39.7).
O livro “Romance a Maneira de Deus”, nos fala que: “A espera em Deus é mais ou menos assim. Você está desejoso e ansioso para saber qual é o plano Dele. Você compartilha essa ansiedade com Ele. Você escuta. Fica alerta e pronto para ver o que Ele vai fazer”. O livro também trás algumas dicas chave para esperar:
Espere com um objetivo
Não fique apenas sentado aí... ORE;
Espere fielmente.
A Bíblia traz o relato de Ana, ela ansiava por um filho e tinha um objetivo, um filho, e não ficou sentada esperando, ela orava. Um dia Ana foi ao templo, porquanto só no coração falava. Seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma (1 Samuel 1.13). O coração de Ana clamava por uma benção.
Você está assim neste momento?
Ana soube esperar fielmente, mesmo vivendo o tempo da dor, desespero e angústia, porém não deixou de buscar a presença do Senhor. É assim que devemos agir mesmo em grandes lutas, precisamos entender que somente aos “pés” do Senhor é que iremos vencer e conquistar nossas promessas.
A fé de Ana foi recompensada, ela teve o filho tão esperado, um menino chamado Samuel, que foi um dos maiores profetas de Israel.
Creio que Ana pensou: Valeu a pena esperar em Deus!!!
Creia que Deus tem um milagre certo e será entregue no momento certo na sua vida. Espere em Deus!
-...
      O evangelho é uma força explosiva, mas que precisa do detonador da oração. Oração, no entanto, não possui nada para detonar sem o evangelho pregado. As Boas Novas não podem de forma alguma ser Boas Novas sem que sejam anunciadas.
Este é o esboço da estratégia divina. Primeiramente, o bombardeamento de oração contra o entrinchimento do inimigo. Depois a infantaria invade – o batalhão de testemunhas do evangelho com a palavra de Deus na mão, para pegar aos cativos e ocupar a posição. Em Jericó, Josué fez mais do que marchar e gritar até que as muralhas de Jericó caíssem, suas tropas se espalharam por toda a cidade, de casa em casa, quarto por quarto, e tomou as possessões de Israel.
     Paulo falou de “armas de justiça, quer ofensivas, quer defensivas;” (2 coríntios 6:7). Dos relatórios dos métodos militares romanos, nós sabemos que Paulo observou o soldado de infantaria carregando um escudo em sua mão esquerda e uma espada pequena na mão direita, para lutar de corpo a corpo. Em Efésios 6:16-17, ele vê o escudo como a oração da fé e a espada como a palavra de Deus – equipamento essencial.
     As escrituras possuem uma dúzia de diferentes palavras gregas usadas para oração. Contudo, surpreendentemente, ao se referir a Jesus, o evangelho de João não usa nenhuma delas. Jesus, escreve João, apenas “falou” com Seu Pai, erguendo os olhos. Para Ele, oração não era uma disciplina formal, mas sim Sua comunicação rotineira com o Pai; a qualquer hora e em qualquer lugar.
   Quando sob pressão com as demandas do público, Ele partiu para um lugar quieto (Lucas 5:16). Uma tradução mais antiga diz: “Ele se retirou para o deserto e orou”. Já uma tradução mais contemporânea coloca: “Jesus constantemente se retirou para lugares solitários e orou”.
Sua aproximação exclusiva e a única a Deus criou uma nova abordagem para nós. “Aprendei de mim”, disse Jesus em Mateus 11: 29. Orar é um instinto humano. Como também falar é um instinto humano, apesar de a língua é aprendida à medida que as crianças crescem. A oração Cristã é uma língua que precisa ser aprendida à medida que nós crescemos na graça. É notável o fato de que os discípulos disseram a Jesus: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lucas 11:1), uma vez que eles eram israelitas e não ignorantes em oração. No entanto, observando Jesus eles reconheceram algo diferente.

Intercessão- O Detonador

Evangelismo sem intercessão é um explosivo sem um detonador. Intercessão sem evangelismo é um detonador sem um explosivo.

Aprendendo com o Mediador como ser um intermediário

     John Wesley escreveu, “Deus realiza tudo através de oração e nada faz sem ela”. Somente no novo testamento existem 217 referências explícitas de oração. Oração trás oxigênio à corrente sanguínea da fé. Olhando para Deus, nós não cairemos. Deus ouve a todos nós.
     Jesus orou. Isso parece natural, mas se considerarmos é incrível. Em João 1: 1-2 nós lemos duas vezes: “o verbo estava com Deus”. “Com” aqui significa “face a face”; o Pai e o filho em contato eternamente sem nenhuma interrupção. Então, porque Jesus orou? Certamente a resposta não foi para estabelecer comunhão com Deus. Foi porque Ele tinha comunhão. Oração é tão natural á comunhão como uma conversa entre filhos e pais. Porque ter comunhão e manter-se em silêncio? Quanto maior o nível de santidade, maior é o seu desejo de orar.
    No entanto, para Jesus oração era mais do que indulgência em uma doce comunhão. Ele era um intercessor. O intercessor. Iremos estudar aquela grande oração intercessória de Cristo em João 17 e aprenderemos do próprio Mediador como sermos intermediários. Oração não é acima de tudo: “Me dê!”. Alguém disse que “A igreja Cristã é a única organização na terra que existe para os que não são membros”.
     As suas responsabilidades incluem evangelismo e intercessão. O fato que devemos enfrentar é que Jesus não somente orou, Ele também pregou. Após a intercessão vem a ação. “Batalha Espiritual” para Ele começou assim que o Espírito Santo veio sobre Ele. Ele foi conduzido ao deserto aonde teve um confronto pessoal e um duelo com o próprio satanás. Em seguida, Ele não foi simplesmente para casa. Ele declarou: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar as boas novas”. (Lucas 4:18).
     Oração é um plano na grande estratégia de Deus. O evangelismo é essencial à “batalha espiritual”. Expelir demônios é uma vitória jogada fora a menos que seja acompanhada por um ataque completo com o evangelho.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Oração é um clamor. Pessoas nos dias bíblicos não tinham uma "hora silenciosa"; eles "invocavam a Deus", e "clamavam a Ele" com tudo o que tinham.



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