quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

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      O evangelho é uma força explosiva, mas que precisa do detonador da oração. Oração, no entanto, não possui nada para detonar sem o evangelho pregado. As Boas Novas não podem de forma alguma ser Boas Novas sem que sejam anunciadas.
Este é o esboço da estratégia divina. Primeiramente, o bombardeamento de oração contra o entrinchimento do inimigo. Depois a infantaria invade – o batalhão de testemunhas do evangelho com a palavra de Deus na mão, para pegar aos cativos e ocupar a posição. Em Jericó, Josué fez mais do que marchar e gritar até que as muralhas de Jericó caíssem, suas tropas se espalharam por toda a cidade, de casa em casa, quarto por quarto, e tomou as possessões de Israel.
     Paulo falou de “armas de justiça, quer ofensivas, quer defensivas;” (2 coríntios 6:7). Dos relatórios dos métodos militares romanos, nós sabemos que Paulo observou o soldado de infantaria carregando um escudo em sua mão esquerda e uma espada pequena na mão direita, para lutar de corpo a corpo. Em Efésios 6:16-17, ele vê o escudo como a oração da fé e a espada como a palavra de Deus – equipamento essencial.
     As escrituras possuem uma dúzia de diferentes palavras gregas usadas para oração. Contudo, surpreendentemente, ao se referir a Jesus, o evangelho de João não usa nenhuma delas. Jesus, escreve João, apenas “falou” com Seu Pai, erguendo os olhos. Para Ele, oração não era uma disciplina formal, mas sim Sua comunicação rotineira com o Pai; a qualquer hora e em qualquer lugar.
   Quando sob pressão com as demandas do público, Ele partiu para um lugar quieto (Lucas 5:16). Uma tradução mais antiga diz: “Ele se retirou para o deserto e orou”. Já uma tradução mais contemporânea coloca: “Jesus constantemente se retirou para lugares solitários e orou”.
Sua aproximação exclusiva e a única a Deus criou uma nova abordagem para nós. “Aprendei de mim”, disse Jesus em Mateus 11: 29. Orar é um instinto humano. Como também falar é um instinto humano, apesar de a língua é aprendida à medida que as crianças crescem. A oração Cristã é uma língua que precisa ser aprendida à medida que nós crescemos na graça. É notável o fato de que os discípulos disseram a Jesus: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lucas 11:1), uma vez que eles eram israelitas e não ignorantes em oração. No entanto, observando Jesus eles reconheceram algo diferente.

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