quarta-feira, 30 de março de 2011

"Quando tudo parece Contrário"

Guarda o teu coração através da oração...


 Em uma conferência muito abençoada, o poder de Deus desceu e muitas pessoas se ajoelharam perante o Senhor. Um velho servo de Deus, na casa dos noventa ajoelhou-se também e orou com muita sinceridade. Certo pregador que estava ao seu lado, não pode deixar de ouvir e de observar.
Ele orou assim: “Senhor, perdoa-me quando permitir na minha vida e no meu ministério essas coisas que não eram puras...”
Esta oração comoveu o pregador tão profundamente, que ele o acompanhou com sua oração: “Senhor, ajuda-me, Por favor. Que eu nunca permita nenhuma coisa impura na minha vida e ministério. Ajuda-me para que, quando for velho, não precise fazer uma oração como este meu precioso irmão que acabou de orar”.
Quero colocá-lo em guarda. O diabo é muito paciente. Ele é implacável e sem misericórdia. Ele ruminará e planejará durante anos, indescritivelmente maquinando circunstâncias sutis e de sob-medida para trazerem a sua queda. Ele criará armadilhas bem debaixo do seu nariz, e você precisará de olhos ungidos para detectá-las através da oração.
Os poderes demoníacos tentarão todos os meios tortuosos para comprometer e destruir o testemunho do crente. O diabo é um adversário profissional de tempo integral. Jesus o repeliu, logo, sem muito tempo, o diabo atacou os discípulos (Lucas 22:31). Primeiro Judas traiu Jesus; depois, Pedro O negou com juramentos e os outros abandonaram o Senhor e fugiram, precisamente na sua hora de crise (Mateus 26:56). Incrível!
O inimigo pode nos iludir com um sentimento de falsa imunidade. Freqüentemente, tentações fracas, vencidas, podem nos enganar quanto à nossa força moral. Então satanás aponta Os seus enormes canhões contra as nossas proteções desguarnecidas- precisamente onde pensávamos ser tão fortes! Guarde os seus pontos “fortes”! Podemos desprezar os que caem que é uma maneira de atrair a atenção para a nossa própria santidade superior. Lembre-se- os melhores homens têm caído. Nunca subestime a sutileza satânica. Apenas a graça salvadora preserva os nossos pés de escorregar.
Se considerar a guerra espiritual, lembre-se de que o seu principal campo de batalha situa-se na sua mente e no seu coração  e não em algum lugar nos céus. “Guarda o teu coração, porque dele procedem às fontes da vida (Provérbios 4:23). Antes de diariamente entrar em combate, “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mateus 26:41).
Logo de início, faça um pacto com Deus para levar uma vida santa. Mas lembre-se de que determinação somente não o fará. Sucesso, em nós ou de nós mesmos, não é garantido; nem que haja um contrato assinado com o nosso sangue. O braço de carne não sucederá.
Se você deseja ser um ministro (ª) do Senhor, então ouça a palavra de Deus: Mantenha sua mente fixa no começo daquilo que conta no fim! Você é responsável pela integridade de Cristo diante do mundo.
 “ E agora - toda glória àquele que é o único Deus, aquele que nos salva por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor; sim, o esplendor e a majestade, todo o poder e autoridade, são dele desde o princípio; são dele e serão dele para todo o sempre. E Ele pode guardá-los de escorregar e cair e levá-los, perfeitos e sem pecado, à sua gloriosa presença, com vigorosas aclamações de alegria perpétua”. Amém ( Judas 1:24-25).

quarta-feira, 23 de março de 2011

"Cuidado com a emoção na hora da Oração"...

Esse assunto é muito complexo, mas uma coisa é certa: as vezes pensamos que é Deus falando, quando na verdade é apenas a emoção devido ao momento em que a pessoa está passando, por isso a maioria dos casamentos, mesmo dentro da igreja não dão certo. Muitos apenas tem aparência de estar dando certo mas na verdade não estão...

Muitas das vezes temos orado, em busca de respostas para nossos problemas, principalmente sentimentais, oramos esperando respostas positivas, como se já imaginássemos qual seria a vontade de Deus, então empenhamos naquilo que vemos acontecer, e como estamos orando, começamos a pensar que é a resposta de Deus. Nesta caminhada cristã temos que orar, vigiar e buscar discernimento para tal situação, caso contrário corremos o risco de sermos enganados por nós mesmos, devido à emoção.
O diabo, o nosso adversário se aproveita da situação de confusão em que nos encontramos e começa a trabalhar para que tudo comece a cooperar com a vontade que vem do seu coração.
Mas se estamos atentos a palavra de Deus entendemos que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, perverso, quem o poderá conhecer?” (Jeremias 17:9). Por que então confiar no coração? Este tem sido o erro da maioria dos cristãos que por estarem passando por determinada situação difícil, fecham os olhos da fé e abre para a emoção. Pois sabemos que “Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz” (1co 14: 33). Temos o dever de guarda o nosso coração, pois é dele que procedem as fontes de bênçãos, estamos sujeitos a errar, errar de novo, e achar que estamos vacinados contra aquela situação, aí é que mora o perigo, confiamos na nossa força, no sentimento do coração que diz: “desta vez não vou cair mais nessa cilada” e acabamos frustrados por nos sentir imbatíveis, que nada pode mais nos derrubar e caímos mais uma vez no engano do coração! Então caro leitor você me pergunta: “o que fazer então?”.
O segredo é, olhar a situação com olhos da fé, e não da emoção. Agir pela razão, é preciso ser como Abraão, entregue aquilo que tanto você quer para Deus e descansar no Senhor, não viva por aquilo que você ver e sim por aquilo que você espera ver, pois a “fé é a certeza das coisas que se espera e a convicção de fatos que não se vê”. (Hebreus11: 1). Mas lembre-se sempre, não existe “casamento de mar de rosas”, se você já fez a sua escolha agora lute para ter uma vida feliz ao lado de quem você escolheu, nós somos responsáveis pelas nossas escolhas, cultive o amor, pois é dando que se recebe, dê amor e receberá amor, amém?
Falo da vida sentimental, por haver mais decepções na vida das pessoas por terem feitos escolhas que agora não podem mais voltar atrás, portanto Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida, e no teu trabalho, que tu fizeste debaixo do sol”. (Eclesiastes 9:9). Assim como Paulo disse em (1 co 7:7). "Eu gostaria que todos pudessem ficar sem casar, tal como eu. Mas não somos todos iguais. Deus dá a alguns o dom de um marido ou uma esposa, e a outros o de poderem ficar felizes como solteiros”.  - Eis o problema: nós, os cristãos, estamos enfrentando grandes perigos, neste momento, para nossas vidas. Em tempos como estes eu penso que o melhor para uma pessoa é continuar solteira. Eu concordo com ele, mas isto para quem for apto, não sendo assim, case-se e seja feliz! Mas, ao decidir tais assuntos, tenham certeza de que vocês estão vivendo como Deus planejou, casando-se ou não se casando de acordo com a direção e ajuda divina, e aceitando qualquer situação em que Deus os colocar este é o critério para todas as igrejas. Na fé Letícia Ferreira.
 

segunda-feira, 21 de março de 2011

"Oração até debaixo d'agua"

  Deus não desistiu de Jonas, não desiste de você. Não desiste de seus escolhidos...

Neste ponto da narrativa da história de Jonas parece que atingimos o ápice de sua desgraça e desesperança. Sua vida e seu ministério parecem definitivamente liquidados. Mas é neste ponto que nos é lembrado que “o dom e a vocação de Deus são irrevogáveis”. “Deparou o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe. Então Jonas do ventre do peixe orou ao Senhor, seu Deus e disse: ‘Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do abismo gritei, e tu me ouviste a voz”. Deus não desiste de Jonas – embora o que parecia era que Jonas desistira de Deus completamente. Todavia ele dá a impressão de ser o exemplo clássico da pessoa que só ora em dificuldade extrema. Se não, observe: ele não orou para decidir (Jn, 1:3); não orou quando a tempestade veio (Jn, 1:4); não orou quando todos oravam (Jn, 1:5); não orou quando a verdade sobre sua fuga se tornou pública (Jn, 1:10,11); não orou quando os marinheiros, num último rasgo de solidariedade humana, tentavam chegar à terra remando (Jn, 1:13); não orou quando os marinheiros oravam pedindo a Deus que não os culpasse por terem que lançá-lo ao mar (Jn, 1:14); e provavelmente não orou nem no primeiro nem no segundo dia no ventre da baleia, o grande peixe, o monstro marinho, porque se tivesse orado antes talvez a história não houvesse contado que ele permaneceu no ventre três dias e três noites. O profeta Jonas parece ter sido realmente renitente: deixou para orar no último dia. É, no entanto no ventre do peixe que ele começa a recuperar sua saúde humana e sua fé. É no ventre do peixe que começa a recuperar a saúde da alma, quando restaura uma das mais fantásticas possibilidades da alma humana, a possibilidade da angústia. Quando diz: “Na minha angústia clamei ao Senhor”. Angústia aqui aparece como um sintoma de que a alma está viva. Pois até então sua apatia só falava de uma alma sem nervos, morta. “Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou, todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim. Então disse: ‘Lançado estou de diante dos teus olhos; tornarei porventura a ver o teu santo templo?” Com toda a sua teologia, Jonas ainda pensava ser possível, na prática, fugir de Deus. Isso porque orava suplicando livramento, sem contudo entender que a própria tragédia de ter sido engolido pelo monstro era parte da resposta que buscava em Deus. Jonas não entendia tragédia como possibilidade de expressão do amor de Deus. “As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça até os fundamentos dos montes. Desci até a terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim para sempre; contudo fizeste subir da sepultura a minha vida, ó Senhor, meu Deus!” No auge de um quase sadio desespero Jonas experimenta a realidade existencial da ressurreição: é arrancado da sepultura. Ele tinha que morrer para poder provar o poder existencial da ressurreição: “Quando dentro em minha oração”. Oração é a única e suficiente resposta da alma em crise ao Deus que busca restaurá-la. Oração é o sinal por excelência de que a alma ainda está viva: “Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que é misericordioso”, diz Jonas. Neste ponto Jonas assume sua própria idolatria. Isso porque no contexto do livro o único verdadeiramente idólatra é ele. Ele foi aquele que cultuou de forma tão absoluta a ideologia e o nacionalismo que preferiu fugir de Deus a ter que trair seus compromissos políticos e ideológicos. Agora ele diz: “Mas com a voz do agradecimento eu te oferecerei sacrifício; o que votei, pagarei. Ao Senhor pertence a salvação”. Jonas resolve que se houvesse uma outra chance ela não seria desperdiçada. Uma vez livre da tragédia de estar preso no porão dos oceanos, ele se compromete a cumprir a missão da qual fugira. Rende-se, pois à implacável perseguição do amor de Deus, na sua obstinada insistência de não perder um profeta, de não perder um líder. “Falou pois o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra. Veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo: ‘Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive, e proclama contra ela a mensagem que te digo’. Levantou-se, pois Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era cidade importante diante de Deus, e de três dias para percorrê-la. Começou Jonas a percorrer a cidade, caminho de um dia, e pregava e dizia: ‘Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida’. Os ninivitas creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor. Chegou esta notícia ao rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou de si as vestes reais, cobriu-se de pano de saco, e assentou-se sobre cinza. E fez-se proclamar e divulgar em Nínive: Por mandado do rei e seus grandes, nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem os levem ao pasto, nem bebam água; mas sejam cobertos de pano de saco, assim os homens como os animais, e clamarão fortemente a Deus e se converterão cada um do seu mau caminho, e da violência que há em suas mãos. Quem sabe se voltará Deus e se arrependerá e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho: e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez. Com isso desgostou-se Jonas e ficou extremamente irado”. Na sua opinião o próprio caráter misericordioso de Deus trabalhava agora contra os sonhos de libertação dos oprimidos. Isso porque enquanto Deus estivesse agindo entre aqueles que Jonas considerava os poderosos da terra não haveria nenhuma chance de que sua justiça os esmagasse. O que ele queria não era vê-los salvos, mas achatados, esmagados. Assim ele diz: “Peço-te pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver”. Sem a causa política em perspectiva, mais uma vez perde a razão de viver. Desse modo ele também se apresenta a nós como sendo uma representação daqueles cujos projetos existenciais não admitem mudanças contrárias às suas expectativas. O excesso de história na perspectiva histórica de Jonas lhe roubara o desejo de viver na história. Isso porque ninguém vive só de história na história. Sem trans-história a própria história perde seu valor histórico. O temporal só tem sentido se for vivido com a perspectiva do eterno. Mas Jonas não pode conceber que o regime político que chamou de “a besta” esteja sendo poupado por Deus. Por isso se nega a viver no mesmo mundo dos ninivitas. Repugna-lhe a idéia de fazer parte de um mundo governado por ninivitas. O apelo final de Deus a Jonas é no sentido de que ele recupere a possibilidade da compaixão e da misericórdia. Em outras palavras, Deus está dizendo que a única forma de se viver qualquer projeto em nome dele na história é colocando a causa da salvação acima de tudo, inclusive acima daquelas causas às quais muitas vezes são atribuídos interesses prioritários relacionados ao seu reino. Além do mais, não há nenhuma saúde possível para o homem de Deus que não tem dentro de si a possibilidade do amor compassivo. Sem esse amor compassivo a vida mergulha na amargura, no justicismo perverso, na unilateralidade ideológica e num viver que perde a possibilidade do amor e da compaixão, cujo único fim e propósito é alimentar na alma a amargura de não conseguir amar aquelas criaturas estranhas em volta de nós, tão amadas por ele. Portanto, meu irmão e minha irmã, o apelo de Deus a todos nós é este: “Volte a amar tudo e todos quantos eu amo, mesmo os mais inamáveis da história. Caso contrário, sua vida será marcada pela tragédia de um amargor sem cura”.                            
                                                                            Letícia Ferreira.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Você luta contra as tentações?

 "vigiar e orar

 para não cair em tentação"... 

Tentação!
Quem não tem?
Quem nunca as teve?
Quem jamais as terá?
Sim, de todos os tipos e de todas as formas. Indo de realidades subjetivas às mais grotescas vontades de realizações objetivas e concretas.
O Evangelho praticamente inicia com o tema da tentação!
Por isto não é de admirar que Jesus tenha nos mandado vigiar e orar para não se “cair em tentação”. E com este “cair em…”, Ele revela que a tentação tem suas estações; ou seja: seasons. Ora, esta “estação das tentações” têm a ver com as dinâmicas psiquicas de nosso ser, conforme também aconteceu com Jesus.
Na fome, na necessidade de afirmação e no desejo de cumprir Sua missão, a tentação veio como indução para transformar pedras em pães (fome), como impulso para resolver quem Ele era aos olhos de todos de uma vez (Pináculo) e como um “bypass” no tempo, queimando etapas, sobretudo a etapa da Cruz (o Monte Alto).
Portanto, quando Ele mandou orar para evitar a tentação, com isto não ensinava nem a devoção neurótica (orar contra a tentação), nem a atitude paranóica (poderei ser atingido pela tentação a qualquer momento). Sim, porque o que Ele ordena é que se encha a mente de oração, de um falar constante com Deus, e que nada mais é senão um falar consigo mesmo em Deus; de tal modo que o pensar não é de si para si, mas acontece em Deus, vivendo assim em permanente estado de conferência com Ele; em tudo. Além disso, no Pai Nosso, Ele vincula o “não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mau” — ao contexto antecedente, que fala de estar cheio e tomado pelo Pai, pelo desejo de que Seu nome seja em nós santificado, que sei reino cresça em nós (venha!), que a vontade Dele tenha seu lugar e chão em nós; além de nos remetar para a busca do que é do céu aqui na Terra.
Assim, uma das maiores prevenções contra a tentação tem a ver com uma devoção profunda e não neurótica; posto que se propõe a buscar o que é maior e mais elevado, ao invés de se deixar tomar pelo que aqui da Terra. Botar as coisas da Terra sobre aquilo que é eterno, é o que abre o espaço existencial maior para a tentação.
Portanto, “orai…”, diz Ele, para que não se caia em tentação!
É esse orar aquilo que mais e melhor previne a estação das tentações. Todavia, se alguém decide orar contra ou por causa da tentação, mais tentado ainda ficará; posto que a tentação, pela via da oração e por ela própria, se torna algo “fixo como pensamento”, e que apenas cresce mais e mais em nós.
Este tema da tentação é interminável, como infindáveis são as pulsões de tentação humana. Entretanto, sendo simples e prático, eu digo que o que de melhor se pode fazer por si mesmo na hora da tentação, não é pensar que podemos vencê-la, mas sim que não temos o poder, em nossa carne, para combatê-la…
E, assim, sabendo disso, virmos a descansarmos em relação à tentação, pois ela se alimenta de nossa luta contra ela.
Afinal, o que não pode ser vencido pelas nossas próprias forças, havendo confiança na Graça, já deveria estar vencido como ansiedade em nós; pois, se não posso, por que se afligir com tal impossibilidade? Assim, é esse cinismo santo para com o poder da tentação, e que resulta de nossa confiança na Graça de Deus, aquilo que deve tirar o poder da ansiedade e do medo pelo qual a tentação cria metástases em nossa mente, em todo o nosso processo de pensar. Quanto mais se enfrenta a tentação como tal, mais ela cresce em nós; e se orarmos contra ou em razão dela, mais ela se “fixa” em nós; tornando-se uma devoção diabólica; fazendo-nos “orar” contra aquilo que só se torna o que tememos quando é tratado como tal.
A única maneira de enfrentá-la é deixando-a rouca… falando sozinha… sem resposta nossa… enquanto nos desobrigamos de conversar com ela… ou de respondê-la… ou de mostrar para Deus e para nós mesmo que temos “o poder do livramento”… e que por isto a venceremos. Isto porque o “poder do livramento” do qual nos fala Paulo, escrevendo aos Coríntios, só se efetiva na vida daquele que descansa no livramento que já é; e que não apenas será se o tornarmos real por nossas próprias forças!
Quando se confia na Graça e no amor de Deus por nós, toda tentação perde seu poder; e se descansarmos na certeza de que Jesus já foi também tentado por nós, conhecendo cada uma de nossas fraquezas ou tendências, mais vicária e transferível, pela fé, será a vitória de Jesus em nosso favor.
Se houver confiança e descanso, é claro!
Desse modo, descansando é que se vence a tentação, confiando na fidelidade e na imutabilidade do amor de Deus. Pois só assim recebemos o poder de resistir, ou de suportar a tentação; posto que desse ponto em diante as tentações deixam de ser “sobre-humanas”, e se tornam apenas humanas; e, portanto, reduzidas ao nosso próprio nível, deixando de ser um poder irresistível. Paulo e Hebreus ensinam que as tentações não suportam o nosso silêncio confiante na Graça; assim como não suportam nosso descanso na Cruz de Cristo. Afinal, o “Está Consumado” vale também para as tentações.
As tentações crescem na medida em que nossas pulsões psicológicas, provocadas pelas nossas próprias cobiças (insegurança essencial) — e que são os agentes progenitores do que chamamos tentação —, se aninham e se fixam em nós como medo de Deus e de Sua punição.
Sim, por essa via elas apenas aumentam, visto que tal realidade existencial e psicológica aceita a provocação do “medo de estar sendo tentado”…
Do mesmo modo elas crescem em razão de nosso de-bate com elas.
Tentação come medo; e se alimenta do seguinte cardápio: oração amedrontada, de-bate psicológico, discussão com ela, medo de Deus; e também de seu oposto, que é a arrogância que julga que por força própria se pode vencê-la.
Quem já não tem justiça própria, não tem mais assunto com nenhuma tentação!
“Vamo-nos daqui… Aí vem o principe deste mundo, e ele nada tem em mim…” — disse Jesus.
O principe deste mundo se alimenta do que “ele tem em nós”!
Assim, como há muita cobiça e outras loucuras em todos nós…! o melhor a fazer é confiar Naquele em quem o tal “principe” nunca teve NADA: Jesus.
Parece coisa boba, mas não é!
Quem desejar, pratique; e verá como as tentações não suportam a confiança e o descando na Graça; e isso em silêncio que nem ora contra… mas apenas ora em gratidão! O grande problema é aprender isto como confiança, e não como “teoria”.
E mais: aprender a ser grato e natural com Deus mesmo em tais horas críticas.
Quando a gente aprende isto, ela, a tentação, ao chegar… começa a perder o poder; posto que se alimenta de nossas importâncias; e sobretudo de nossa justiça-própria, de nossa necessidade de dar explicações a nós mesmos e aos céus; e, sobretudo, do medo de estar sendo tentado!
                                     Na fé Letícia Ferreira.                                                                                    

quinta-feira, 10 de março de 2011

Senhor me dá um namorado?



Esse é um assunto rápido e bem interessante de se comentar. No meio jovem, na igreja, vejo muitos meninos e meninas dizendo acerca de namoro: Deus ainda não quer que eu me case ou namore agora, mas “ele está preparando o meu varão ou a minha varoa”!
Outros dizem: Estou orando pra Deus me dar aquele garoto (a) pra mim. Ou até mesmo: Na hora certa Deus proverá minha varoa ou meu varão.
Bom, você meu leitor, pode não concordar comigo, mas particularmente, pelo que li na Bíblia até agora, (se caso minha leitura não foi muito acurada, aceito sugestões e indicações para aprofundarmos mais e mais esse assunto) Deus só fez isso duas vezes, que eu saiba; nessas duas vezes que Deus preparou e providenciou esposas para os seus servos, no caso Adão e Joel, não foi muito legal. Porque ambos não tiveram o livre arbítrio, escolher quem queriam para ter como mulher. Um teve o melhor de Deus e o outro teve que compartilhar sua vida com aquilo que é temível para qualquer homem.
Adão estava só, Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). Deus fez isso nas melhores intenções possíveis, deixando de lado a onisciência de Deus, para agradar Adão. Muitos dizem que Adão pediu uma mulher como esposa, mas o certo é que Deus lhe deu Eva para ser sua companheira, preparou-a e deu a ele para estar ao seu lado sempre. Muitos também usam essa passagem para enxergar que Deus ainda hoje prepara namorados ou maridos para os que pedem.
Vamos analisar a escolha de Deus para Adão: Eva, perfeita e inocente assim com adão feitas pelas mãos de Deus. Como Adão e Eva eram uma só carne, Eva pereceu no engano de Satanás e trouxe para Adão também que pecou juntamente com ela, recebendo em si a punição do seu erro, que induzido pela mulher, cometeu. Quando indagado por Deus sobre a desobediência, Adão insatisfeito com a mulher que Deus deu a ele, colocou culpa no próprio Deus por ter lhe dado uma mulher que levou ele ao tal erro: “...A mulher que me deste por companheira deu-me da árvore, e eu comi” (Gn 3.12). Mas já era tarde, Deus estabeleceu a união e a sentença pra todos nós, mas graças a Deus temos a redenção, a salvação para sairmos dessa condenação, mas isso é outro assunto.
Viu como foi ruim para Adão, Deus ter dado a mulher pra ele, e qual foi a gratificação que Deus recebeu? Deus só quis o melhor para Adão, deu tudo a ele, comida, lugar, domínio sobra a terra e ainda mais uma belíssima mulher, mas mesmo ele vacilando não quis aceitar a culpa, culpando a Deus por ter feito o melhor pra ele. Deus deve ter se “arrependido”, (digo com força de expressão, por que Deus não se arrepende de nada, disto sei) e por isso é que não encontramos na Bíblia Deus preparando e dando mulheres ou esposos pra ninguém. Mas vemos um caso parecido, o caso do matrimônio do profeta Oséias. Por ordem divina ele teve que tomar por esposa uma prostituta (Os 1.2) Obedecendo a Deus, ele sentiu na pele o mesmo que Deus estava sentindo e fazendo o seu povo conhecer como estava a situação dele e de seu povo. Uma linda história de perseverança, e também podemos dizer, de obediência; já pensou se Deus mandasse você se casar com uma prostituta? Você faria isso? É difícil.
Outros personagens, como Isaque e Jacó, aparecem na Bíblia indo atrás de suas esposas, e buscando-as. Mas no Antigo Testamento, pelo menos para os homens, era livre pra ele escolher suas esposas, mas as mulheres deveriam obedecer, pois era estabelecida a ordem moral de submissão ao homem instituída por Deus desde o princípio (Gn 3.16). Então, tiramos as conclusões de que biblicamente Deus não prepara ninguém pra ninguém, e as vezes que ele fez isso, não foi legal, por mais que ele tivesse as melhores intenções.
Sabemos que nós, somos insatisfeitos sempre. Nunca nos satisfazemos com nada, por mais que seja de Deus, e o melhor desta terra, prova disto foi Adão, como vimos acima. O homem é falho, imperfeito cheios de defeitos; se isso funcionasse, essa de pedirmos alguém pra Deus e ele nos atender, ele estaria hoje com sua caixinha de sugestões e reclamações transbordando de reclamações de fábrica e reparos. Hoje, no tempo da graça, onde todos tem direitos iguais, de buscar o que quer; bem ou mal; céu ou inferno; ser ou não ser; ir ou não... E uma série de escolha, e sabendo nós disto que Deus não interfere em nenhuma delas, ele não faz aquilo que podemos fazer.
Com relação a namorados, Deus não arruma namorado (a) pra ninguém, você é livre pra escolher quem bem você quer. Basta buscar, analisar, descobrir o que é melhor pra você, pra você mesmo ser responsável pelas suas próprias escolhas e atitudes, sem correr o risco de culpar a Deus por dar aquilo que não pediu, ou dizer a Deus os defeitos do bonequinho que deveria vir perfeito, pra você; como se Deus interferisse na vida alheia, nos planos alheios simplesmente para fazer aquilo que você quer. Melhor explicando: Você gosta d um fulano tal, aí você pede ele pra Deus. Mas aquele fulano nem sonha que você gosta dele, e ao invés de você investir e lutar por ele, não. Você espera que Deus interrompa os planos dele, a vida dele, as vontades dele pra direciona-lo até a você pra depois que você descobrir os defeitos dele e então ficar enchendo Deus com reclamações.
Vá você correr atrás, vá você e conquiste quem você quer. Deus não move uma palha naquilo que você é capaz: você tem beleza, charme, voz e Deus na vida; todas as capacidades para conquistar quem você bem quiser. Mas com um conselho, não dado por mim, mas pela Bíblia: Que seja uma pessoa crente, cristão ou cristã, servo (a) de Deus e que faz a vontade de Deus. Por que: Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; "pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo? E que consenso tem o santuário de Deus com ídolos? Pois nós somos santuário de Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que, saí vós do meio deles e separai-vos, diz o Senhor; e não toqueis coisa imunda, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso". (2coríntios 6.14-18). Fonte: Internet. Na fé Letícia Ferreira.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A oração de Neemias...

...Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos.( Neemias cap.6vers.9)

APRENDENDO COM A ORAÇÃO DE NEEMIAS
Ne 1.1-11
A atitude de orar não se encontra entre as principais atividades das pessoas.
Muitos acham que é uma atitude ultrapassada.
Existem pessoas porém que estão descobrindo que a oração os sustenta quando os problemas que enfrentam parecem maiores que elas.
Neste texto Neemias nos conta sua experiência com a oração. Ele soube noticias que seu povo e que a cidade de Jerusalém encontrava-se em miséria. Ele estava em outro país e sentia-se impossibilitado de ajudar. O que ele fez. Voltou-se para Deus em oração.
Do seu exemplo na oração podemos aprender como a oração pode tornar-se um fator decisivo em nossa vida.
Ao analisarmos a experiência da oração de Neemias chegamos a algumas conclusões que são lições práticas para nossa vida.Primeira lição – A oração deve proceder do conhecimento de uma necessidade especifica – vs 1-4. Muitas de nossas orações são vagas, vazias. São apenas pedidos a Deus que abençoe a alguém ou a nós mesmos. Quando oramos por alguém geralmente não procuramos saber a real situação e necessidade da pessoa. Quando quisermos orar por alguém devemos entender que devemos nos concentrar numa luta por aquela pessoa. A oração disse Jesus não mera tagarelice, é uma guerra.
O relato de Hanani era um relato preocupante. E o conhecimento das condições daquelas pessoas leva Neemias a orar. Ele passa dias orando e jejuando. Ele não soltou apenas algumas palavras. Ele lutou em oração.Segunda lição – A oração deve ser fruto de reverência a Deus – v.5Neemias começa sua oração exaltando ao Senhor. “Ó Senhor, Deus dos céus, Deus grande e Temível...”.
Ele focaliza sua oração sobre a grandeza daquele de quem se aproxima. Ele está diante da majestade do Senhor, reconhece e declara isso. Quanto mais ele declara a grandeza do Senhor, menor se torna seu problema. Menos medo da vida ele tem.
O Senhor Jesus nos ensinou este tipo de oração, na oração do Pai Nosso.Terceira lição – A oração deve ser fruto de um coração arrependido – v. 6-7Neemias reconhece que é um pecador. Ele se confessa um pecador, arrependido. Que não gostaria de viver na prática do pecado.Quarta lição – A oração deve se basear numa aliança com Deus – v. 8-9Muitas de nossas orações são ocasionais, descompromissadas. A oração de Neemias demonstra que ele conhecia as promessas do Senhor, ele conhecia a Palavra de Deus. Demonstra também como a Palavra controlava sua vida.Quinta lição – A oração deve também louvar a Deus. V.10Muitas pessoas oram, mas só pedem. Pedir é muito importante, mas não se esqueça de agradecer a Deus, reconhecendo que ele tem agido na sua vida.Sexta lição – a oração deve ser perseverante. v.11Suas palavras finais neste texto revelam que ele seguirá orando. Na continuação do texto chegamos a conclusão que ele orou quatro meses até que a resposta viesse.
Há muitas pessoas que oram, seguem o mesmo exemplo da oração de Neemias, mas não obtém o resultado que ele obteve, mas falham em perseverar.
Ele continuou orando. Muitas vezes começamos a orar e depois não perseveramos. Ele poderia orar uma ou duas vezes e depois deixar tudo como estava.
Algumas lições práticas que tiramos são:
1) Não podemos orar como se estivéssemos apertando um botão de um microondas ou uma campanhia que chama um atendente.
2) Não podemos orar como se o Senhor fosse um garoto de recados que saltasse sempre que ocasionalmente soltamos nossas palavras.
3) Não podemos orar apenas uma ou duas vezes e já cobrarmos uma resposta.
A oração coloca nossa vida em conformidade com a vontade de Deus.
A oração nos prepara para receber a resposta.
A oração fortalece nosso propósito de vida. Estabelece e firma nossos planos.
A oração nos eleva da desconfiança para a confiança.
Da incredulidade para a fé.
Da independência para a dependência de Deus.
Os auto-suficientes não oram, apenas falam consigo mesmos.
Os auto-satisfeitos não tem conhecimento de sua necessidade.
A oração também tem o poder de colocar os problemas no lugar deles. Todos eles são menos do que o Senhor.
A oração nos dá novas perspectivas. Abre nossos olhos para coisas nunca vistas antes.
A oração também não é fruto nem reflexos de mentes e corações egoístas.
A oração torna Deus maior para nós e quanto maior o Senhor se torna para nós, menor é nossa visão dos problemas.
Para concluir: nossas orações diárias diminuem nossas preocupações diárias.
Jesus orava sempre. Devemos orar sempre. Neemias era um homem de grandes orações e foi um homem de grandes ações.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Estudo revela que casais que oram juntos são mais aptos a permanecer juntos

Os casais Afro-Americanos são mais propensos que os outros na partilha da fé e no orarem juntos em casa.
Factores que têm estado associados a uma felicidade maior no casamento, de acordo com um estudo divulgado dia 10 de Agosto de 2010
No que é descrito como a primeira grande observação sobre qualidade de relacionamentos nas várias raças e etnias, investigadores relatam uma relação significativa entre a satisfação do relacionamento em brancos, hispânicos e Afro-Americanos. O estudo está publicado na edição de Agosto do Journal of Marriage and Family (Jornal de Casamento e família).
Confirmando a veracidade do ditado, os casais que oram juntos permanecem juntos, diz o co-autor do estudo W. Bradford Wilcox, director do Projecto Nacional da Universidade da Virgínia, e "os casais Afro-Americanos são os mais propensos a terem uma identidade espiritual partilhada como casal."
O estudo revelou que nos casamentos 40 por cento dos negros que participam regularmente nos cultos têm um parceiro que faz o mesmo em comparação com 29 por cento dos brancos não hispânicos e 29 por cento dos hispânicos.
O mais forte causador da diferença nos casais são as actividades espirituais, como a oração ou a leitura da Bíblia em casa. "Orar em conjunto como casal é algo muito íntimo para os que são religiosos", disse Wilcox. "Acrescenta um outro nível de proximidade no relacionamento".
Estas descobertas corroboram o casamento de Sade e Charles Dennis que vivem em Bowie. “O nosso relacionamento com o Senhor definitivamente é a cola que nos tem mantido juntos", disse Sade, 34, autor e artista.
Às vezes, o casal ora pelo telefone quando Charles lhe liga do seu emprego como contabilista. Outras vezes Sade acorda Charles e lê-lhe um devocional do seu BlackBerry. Em momentos de divergência, quando um não consegue ver o ponto de vista do outro, interrompe e diz: "Vamos orar", disse Sade.
"A oração é o maior  reconciliador ", disse ela.
Na tempestade da vida diária, a oração é também um momento para nos ligarmos, disse ela. "Nós oramos por cada etapa importante,” disse ela. "Nós sentimos realmente que Deus é terceira pessoa neste casamento. Sou eu, Charles e o Senhor".

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