terça-feira, 24 de abril de 2012

Que homem é esse que mesmo dilacerado era capaz de inspirar um miserável a sonhar?



“Jesus foi surpreendente quando estava livre, mas foi incomparavelmente mais surpreendente quando foi crucificado”...

Ninguém espera uma reação inteligente de uma pessoa torturada, ainda mais pregada numa cruz. A memória é bloqueada, o raciocínio, abortado, o instinto, controlado, o medo e a raiva dominam.

Na primeira hora da crucificação, Ele abriu as janelas da inteligência e bradou: “Pai, perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem”. Perdoou homens indesculpáveis. Compreendeu atitudes incompreensíveis. Incluiu pessoas dignas de completa rejeição.

Um dos ladrões ao seu lado ouviu essa frase e ficou assombrado. A dor lhe cortara o raciocínio, seus olhos estavam turvos, seus pulmões ofegantes. Mas, ao ouvir o brado de Jesus, recebeu um golpe de lucidez.

Seus olhos se abriram. Virou o rosto e viu por trás do corpo magro e mutilado de Jesus uma pessoa encantadora. Pouco tempo depois, ainda que sem forças, o criminoso pediu-lhe: “Quando estiveres no teu reino, lembra-te de mim”.

Os gestos de Jesus o fizeram sonhar com um reino acima dos limites do tempo, um reino complacente e que transcendia a morte. Que homem é esse que mesmo dilacerado era capaz de inspirar um miserável a sonhar?

Os que estavam aos pés da cruz ficaram fascinados. Reações fascinantes como essas ocorreram durante as seis longas horas da crucificação. Foi a primeira vez na história que alguém sangrando, esmagado pela dor física e emocional, surpreendeu os que estavam livres.

Quando Jesus deu o último suspiro, o chefe da guarda romana, encarregado de cumprir a sentença condenatória de Pilatos, disse: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus”. Enxergou além dos parênteses do tempo. Viu a sabedoria ser transmitida por um mutilado na cruz.

Muitos políticos e intelectuais não conseguem influenciar as pessoas com suas idéias, ainda que estejam livres para debater o que pensam. Mas o Mestre dos Mestres abalou os alicerces da ciência ao levar as pessoas a velejarem pelo mundo dos sonhos enquanto todas as suas células morriam.

O mestre dos Mestres nunca pressionou ninguém para segui-lo, apenas convidava. Não andou mais do que trezentos quilômetros a partir do lugar em que nascera. Não tinha uma escolta, não possuía uma equipe de marketing, nunca derramou uma gota de sangue de alguém. Sua pequena comitiva se constituía de um grupo de apenas 12 jovens de personalidade difícil. Mas hoje, para nossa surpresa, bilhões de pessoas de todos os lugares o seguem. Seguem alguém que não conheciam, que nunca viram, mas que os inspirou e os encheu de Sonhos! Fonte: Autor de pais brilhantes e professores fascinantes. Na fé Letícia Ferreira.

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